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Simples Híbrido: pequenas empresas têm até setembro para avaliar a nova modalidade da Reforma Tributária

A Reforma Tributária trouxe uma mudança importante para as empresas optantes pelo Simples Nacional: a possibilidade de adesão ao chamado Simples Híbrido. A nova modalidade permite que o empresário permaneça no Simples Nacional para a maior parte dos tributos, mas escolha recolher o IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) e a CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) fora da guia única do regime.

A decisão deverá ser tomada até setembro e pode impactar diretamente a competitividade do negócio. Mas será que essa opção é vantajosa para todas as empresas?

O que é o Simples Híbrido?

O Simples Híbrido foi criado como uma alternativa dentro da Reforma Tributária para atender empresas que desejam permanecer no Simples Nacional, mas também aproveitar as oportunidades trazidas pelo novo sistema de créditos tributários.

Na prática, a empresa continua enquadrada no Simples, porém o IBS e a CBS passam a ser recolhidos separadamente, permitindo a geração de créditos integrais desses tributos para os clientes.

Essa característica pode representar uma vantagem competitiva importante, especialmente para empresas que vendem para outras empresas (modelo B2B).

Quais empresas podem se beneficiar?

Segundo Cesar Silva, sócio-diretor da KSMART e especialista em planejamento tributário, o principal benefício está na relação comercial entre fornecedores e clientes.

Quando uma empresa gera créditos integrais de IBS e CBS, seus clientes conseguem reduzir sua própria carga tributária, tornando esse fornecedor mais competitivo.

Os maiores benefícios tendem a ocorrer em empresas que:

  • atuam no mercado B2B;
  • fornecem para indústrias, distribuidores e construtoras;
  • participam de cadeias produtivas;
  • possuem volume relevante de compras que geram créditos tributários.

Nesses casos, o Simples Híbrido pode contribuir para conquistar novos clientes, fortalecer contratos existentes e reduzir a pressão por descontos comerciais.

Quando a mudança pode não valer a pena?

Nem toda empresa terá vantagens com a nova modalidade.

Negócios voltados ao consumidor final (B2C), como:

  • comércio varejista;
  • restaurantes;
  • academias;
  • clínicas particulares;
  • salões de beleza;

tendem a sentir menos os benefícios, já que pessoas físicas não aproveitam créditos tributários.

Além disso, empresas com margens reduzidas ou baixo volume de aquisições que gerem créditos também precisam avaliar cuidadosamente os impactos financeiros da mudança.

A decisão exige planejamento

Um dos principais erros é analisar apenas a alíquota.

Para uma escolha segura, é necessário estudar fatores como:

  • perfil dos clientes;
  • cadeia produtiva;
  • formação de preços;
  • margem de lucro;
  • estrutura de custos;
  • impacto financeiro da migração.

Empresas do mesmo segmento podem chegar a conclusões completamente diferentes dependendo de sua operação.

O momento de analisar é agora

Embora alguns pontos da regulamentação da Reforma Tributária ainda estejam em evolução, o prazo para opção se aproxima.

Por isso, este é o momento ideal para realizar simulações tributárias e entender qual cenário gera maior competitividade para o seu negócio.

Mais do que uma alteração fiscal, o Simples Híbrido pode representar uma decisão estratégica capaz de influenciar o crescimento da empresa nos próximos anos.


KSMART na mídia

Este tema foi destaque na imprensa especializada, reforçando a importância de que pequenas e médias empresas iniciem desde já a análise sobre a adesão ao Simples Híbrido.

A KSMART acompanha de perto as mudanças da Reforma Tributária e oferece suporte para que cada empresa tome a decisão mais adequada à sua realidade.

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